Na última segunda-feira (26), em Brasília, parlamentares e representantes do setor aéreo se reuniram para abordar a necessidade de prorrogar a isenção de impostos sobre o querosene de aviação (QAV), uma medida crucial diante da alta significativa dos custos operacionais. O encontro foi promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo e contou com a participação da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

O aumento global do preço do petróleo, exacerbado por conflitos no Oriente Médio, fez com que o custo do QAV dobrasse, representando agora 46% das despesas das companhias aéreas no Brasil. Joaquim Passarinho, presidente da Frente, ressaltou a urgência de manter a isenção de PIS/Cofins, cujo prazo termina no próximo domingo (31).

Juliano Noman, da Abear, destacou que os custos adicionais causaram um impacto financeiro de R$ 1,6 bilhão somente em maio, o que equivale ao custo de arrendamento de mais de 800 aeronaves. Em resposta, as companhias aéreas já iniciaram cortes operacionais, prevendo uma redução média de 121 voos por dia em junho.

Embora os estados do Norte e Nordeste sejam os mais afetados pela diminuição da oferta aérea, a Abear garante que as cidades que recebiam voos regulares antes do aumento do QAV continuam a ser atendidas. O governo federal já anunciou algumas ações, como a desoneração de PIS/Cofins e o diferimento das tarifas aeroportuárias, mas a continuidade dessas medidas é incerta, dependendo das decisões a serem tomadas nos próximos dias.