No dia 2 de maio, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, solicitando que o governo americano não impusesse uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo Flávio, essa medida agravaria ainda mais a atual situação econômica do Brasil, impactando trabalhadores e empresas.
Argumentos na carta
No documento, o senador destacou que o Brasil enfrenta um cenário de fragilidade fiscal, com a dívida bruta superando 80% do PIB, totalizando R$ 10,4 trilhões em abril. Ele advertiu que as projeções indicam um aumento dessa dívida até o final do ano, o que pode agravar a crise econômica.
A carta também menciona que cerca de 81,7 milhões de brasileiros estão inadimplentes, refletindo um aumento nos pedidos de recuperação judicial por empresas e a crescente inadimplência corporativa. Flávio enfatizou que a implementação de novas tarifas prejudicaria diretamente o povo brasileiro, que vê os Estados Unidos como um aliado.
Reuniões anteriores
O pedido de Flávio é um eco das conversas que ele teve durante sua recente visita aos EUA, onde se encontrou com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o próprio Rubio. Em entrevistas, o senador reiterou que pediu aos líderes americanos que não taxassem as empresas brasileiras.
Agradecimento e combate ao crime organizado
Antes de discutir as tarifas, Flávio expressou sua gratidão a Rubio pela decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele argumentou que essa medida é essencial no combate ao crime organizado que transcende as fronteiras brasileiras.
Proposta de acordo comercial
No final da carta, Flávio deixou uma mensagem política, mostrando-se otimista quanto à sua candidatura e propondo uma aproximação econômica entre Brasil e Estados Unidos, caso seja eleito. Ele afirmou que sua equipe de transição estaria pronta para iniciar negociações para um acordo abrangente de comércio e investimentos entre os dois países.
Próximos passos
A proposta de tarifa ainda não foi implementada, pois o governo americano abriu um período de consulta pública e análise técnica, com uma decisão final esperada para julho. Assim, o futuro das relações comerciais entre Brasil e EUA continua em aberto.
