O Festival de Arte Negra (FAN), que comemora 30 anos, está em sua fase final com uma programação rica em atividades gratuitas que se estende até domingo, 14 de junho. O evento ocorre no Parque Municipal de Belo Horizonte e em outros locais da cidade, destacando a cultura negra e suas manifestações artísticas.

Programação Diversificada

A edição deste ano, chamada Espiralar, é um tributo à filosofia da pesquisadora Leda Maria Martins e é conhecida por sua vertente festiva, reunindo música, artes cênicas e visuais. O festival começou em novembro e a fase de encerramento concentra mais de 40 atrações no Parque Municipal, no Centro de Referência das Culturas Urbanas, no Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.

Objetivo do Festival

De acordo com Cátia Amaral, diretora de Política de Festivais da Fundação Municipal de Cultura, o objetivo é destacar a força da produção artística negra na capital. Com mais de 35 atrações locais, o evento ressalta a importância da diáspora negra em Belo Horizonte, promovendo shows de artistas como Nath Rodrigues, Augusta Barna e o tradicional samba da meia-noite no Viaduto Santa Tereza.

Cine FAN e FANzinho

O festival também apresenta o Cine FAN, com a exibição do filme “O dia que te conheci”, de André Novais Oliveira. Para as crianças, o FANzinho oferece peças teatrais, contações de histórias e oficinas. Além disso, a feira Ojá – Mercado das Culturas, dedicada ao afroempreendedorismo, integra a programação, visando fortalecer a economia criativa negra.

Show de Encerramento com Nação Zumbi

No domingo, a banda Nação Zumbi se apresenta no Parque Municipal, às 20h30, para celebrar os 30 anos do álbum “Afrociberdelia”. A entrada é gratuita, sem necessidade de ingressos, e a capacidade é de 3 mil pessoas. O show promete reviver clássicos marcantes do disco, que mescla ritmos tradicionais pernambucanos com influências contemporâneas.

Legado de Chico Science

Jorge Du Peixe, vocalista da banda, destaca a importância do álbum e do legado de Chico Science, que faleceu em 1997. Ele menciona que a obra continua atual e relevante, refletindo a estética do afrofuturismo. Ao subir ao palco, a banda presta homenagem ao seu fundador e cria um espaço de reverência em cada apresentação.