Nesta quarta-feira (27), as escolas municipais de Belo Horizonte reiniciaram suas atividades, com 88 instituições retornando ao funcionamento total. Contudo, a greve ainda persiste em 40% das turmas, conforme informações do SindRede BH, que indicam que 231 escolas estão operando parcialmente e sete permanecem fechadas.

Condições de Trabalho e Planejamento

O retorno às aulas ocorre após um dos pontos principais discutidos em reunião com o SindRede ter sido atendido. Agora, os professores da educação infantil podem planejar suas aulas em casa, especialmente aqueles que atuam em mais de um turno. Além disso, outras questões foram debatidas, como a formação de um Comitê de Transição para a mudança de terceirizados para o setor de Educação.

Acordos Realizados

Dentre os acordos estabelecidos, destaca-se a proposta de alteração da Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte (LOMBH), que proíbe a substituição de professores da educação infantil por monitores. Também foi aprovado o avanço na progressão funcional de servidores com mestrado e doutorado e a divulgação trimestral do quadro de vagas na Educação.

Discussões sobre Contratações

Em relação às contratações, a Prefeitura abriu espaço para discutir a atuação de psicólogos e assistentes sociais nas escolas. Em termos de reajuste salarial, a administração propôs um aumento de 4,11% para os servidores efetivos, retroativo a 1° de maio, resultando em um total de 6,61% quando somado ao aumento de janeiro.

Perspectivas Futuras

Durante uma coletiva, a secretária municipal de Educação, Natália Araújo, manifestou sua surpresa com a continuidade da greve, enfatizando que muitas reivindicações da categoria foram atendidas. Ela ressaltou que a situação atual reflete uma disputa sindical em torno da mudança no modelo de contratação dos profissionais de apoio para estudantes com deficiência.

Manutenção da Greve e Reações

Apesar das negociações, o SindRede decidiu manter a greve em algumas escolas, expressando indignação frente às recentes ações da administração municipal. O sindicato denunciou cortes de ponto e a falta de diálogo, ressaltando que a gestão atual prefere punir em vez de negociar. A secretária confirmou os cortes de ponto, justificando que eram necessários devido ao fechamento da folha de pagamento após tentativas frustradas de negociação.