Uma comitiva de deputados da base governista, liderada por membros do Partido dos Trabalhadores (PT), protocolou nesta quinta-feira (4/6) um pedido nos Estados Unidos. O grupo, que está em Washington, solicitou apoio de parlamentares do Partido Democrata para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master.
Suspeitas envolvendo o Banco Master
No documento apresentado, os deputados associam as investigações sobre o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, à gestora Reag Investimentos, sugerindo que existe uma estrutura de financiamento político com possíveis ramificações internacionais. Cita-se também o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos principais nomes da direita para as eleições presidenciais de 2026.
Composição da comitiva
A comitiva é composta por figuras proeminentes como Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara; Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da legenda; Pedro Campos (PSB-PE), vice-líder do governo; e André Janones (Avante-MG), líder da federação Rede Sustentabilidade. O grupo desembarcou nos Estados Unidos na terça-feira (2/6).
Contexto do pedido
Os parlamentares ressaltam que existem indícios de que recursos de origem duvidosa tenham sido movimentados por meio de empresas e contratos localizados nos EUA, com o intuito de ocultar sua origem. A suspeita é que esses valores possam ter financiado atividades políticas de Eduardo Bolsonaro em solo americano.
Justificativas para a investigação
Os autores do pedido argumentam que as investigações em andamento no Brasil, que envolvem fundos associados à Reag Investimentos e possíveis esquemas de lavagem, reforçam a necessidade de uma apuração mais aprofundada nos Estados Unidos. Eles acreditam que a colaboração das autoridades norte-americanas é vital para rastrear contas, contratos e destinatários dos recursos suspeitos.
Demandas específicas
Entre os pedidos feitos aos parlamentares democratas estão a identificação de empresas e contas que possam ter sido utilizadas nas transações, a análise de contratos estabelecidos em território norte-americano e o compartilhamento de informações com instituições brasileiras de investigação, como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
