O aumento da frequência e complexidade dos ataques cibernéticos no Brasil tem impulsionado o desenvolvimento de empresas focadas em proteção digital. O Cyber Horizon Group, por exemplo, registrou um crescimento impressionante de 17 vezes em seu volume de negócios nos últimos dois anos. Além disso, a empresa anunciou a abertura de um novo Centro de Hacking Defensivo em São Paulo, com previsão para dezembro deste ano.

Histórico e Clientes

Fundado em 2024 por Bruno Moraes, ex-CISO das Olimpíadas Rio 2016 e da Vivo, o grupo encerra seu segundo ano de atividade com mais de 70 clientes em setores considerados críticos, como finanças, indústria e infraestrutura. O crescimento foi alcançado sem a necessidade de captação de recursos externos, utilizando investimentos próprios e reinvestindo os resultados da operação.

Desafios de Segurança

A expansão do Cyber Horizon Group ocorre em um cenário de crescente pressão nas áreas de segurança da informação. Dados da empresa indicam que o Brasil enfrentou mais de 700 milhões de tentativas de ataques cibernéticos em um único ano. Além disso, o custo médio de uma violação de dados pode ultrapassar R$ 10 milhões, especialmente em setores sensíveis como saúde.

Novo Centro de Hacking Defensivo

O novo Centro de Hacking Defensivo será projetado para operar além do modelo tradicional de SOC (Security Operations Center). A proposta é integrar equipes de segurança ofensiva e defensiva em uma única estrutura, permitindo que as análises das táticas de ataque sejam continuamente incorporadas nas operações de monitoramento e resposta.

Serviços e Iniciativas

A atuação do Cyber Horizon Group abrange serviços de resposta a incidentes, investigação forense digital, combate a fraudes, testes ofensivos, governança de segurança e proteção de aplicações. Entre seus projetos estão operações de contenção de ataques em grandes corporações, investigações de fraudes em instituições financeiras e reestruturações de segurança em ambientes industriais.

Ecossistema e Inovação

Para apoiar sua expansão, o grupo estruturou um ecossistema com quatro unidades especializadas: a Redwolves, focada em segurança ofensiva; a Blue Diamond, em operações defensivas; a Cyberstar, em estratégia e governança; e a Velocity Sec, voltada para proteção de aplicações. Além disso, a empresa desenvolve a ThreatWatch.AI, uma plataforma de defesa cibernética que será comercializada como SaaS, integrando sua estratégia de diferenciação tecnológica.

Projeções Futuras

Com um investimento inicial de R$ 2 milhões em 2024 e cerca de R$ 15 milhões reinvestidos em 2025, o Cyber Horizon Group projeta triplicar seu faturamento e base de clientes até 2029, com planos de expandir para outros mercados na América Latina.