O governo de Cuba respondeu às recentes acusações dos Estados Unidos, que afirmam que as empresas estatais da ilha servem apenas para enriquecer seus dirigentes. Em nota divulgada, Havana defendeu que o modelo do Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi desenvolvido para enfrentar as sanções econômicas impostas por Washington.

Defesa das empresas estatais

Na comunicação oficial, Cuba enfatizou que a Gaesa tem como objetivo unir empresas capazes de gerar divisas e recursos essenciais para o estado. Segundo o governo, esses recursos são utilizados para promover conquistas sociais e desenvolver setores importantes da economia nacional.

Contribuições da Gaesa

O governo cubano listou diversas contribuições da Gaesa, incluindo a construção de mais de 10 mil residências e investimentos em projetos de educação infantil, além da construção de uma termelétrica em Holguín e melhorias em obras hidráulicas. Essas iniciativas, segundo Havana, beneficiaram milhões de cubanos e ajudaram a sustentar a economia durante a pandemia de Covid-19.

Resposta ao bloqueio

A nota do governo cubano destacou que a Gaesa não é uma entidade isolada ou opaca, mas sim uma resposta eficaz ao bloqueio econômico que tenta sufocar a Revolução Cubana. Havana também criticou as acusações dos EUA, alegando que visam confundir o povo cubano e a opinião pública internacional.

Impacto das sanções

As sanções dos Estados Unidos, especialmente sob a administração de Donald Trump, aumentaram a pressão sobre Cuba, resultando na restrição de acesso ao petróleo e sanções severas para aqueles que mantêm comércio com a ilha. Recentemente, a empresa canadense Sherritt International encerrou suas atividades em Cuba devido a novas ordens executivas da Casa Branca.

Avaliação das acusações

A historiadora Caridade Massón Sena, professora na Universidade Federal de Uberlândia, comentou que as alegações dos EUA contra a Gaesa são uma forma de justificar uma tentativa de derrubar o governo cubano. Segundo ela, os EUA não apresentaram provas concretas para sustentar suas acusações de corrupção associadas ao turismo, um setor vital para a economia cubana.

Consequências do bloqueio para a população

O bloqueio econômico também resultou em dificuldades severas para a população cubana, que enfrentou períodos sem fornecimento de petróleo e aumentos significativos nos preços de produtos essenciais. Moradores de Havana relataram que a situação atual é uma das mais difíceis já vivenciadas, com apagões frequentes e redução na oferta de transporte público e alimentos subsidiados pelo Estado.