No ano de 2025, as exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia registraram um crescimento de 7,7%, totalizando US$ 9,1 bilhões. Apesar desse aumento, esses produtos ainda representam apenas 2,7% do total das exportações do país, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Os bens de baixa intensidade tecnológica, por outro lado, alcançaram US$ 130,7 bilhões, correspondendo a 37,5% das exportações. A diferença entre os dois segmentos é alarmante, com as exportações de alta tecnologia sendo 15 vezes inferiores às de baixa intensidade.
Desafios e Oportunidades
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, destacou a importância de aumentar a participação de produtos de alta tecnologia para a competitividade da indústria brasileira. Ela afirma que um crescimento econômico sustentável depende da evolução nesses setores, que são cruciais para diversificar as exportações.
O cenário também revela que o aumento do consumo interno foi majoritariamente atendido por importações, resultando em um déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões na indústria de transformação. Apesar disso, as exportações industriais brasileiras cresceram 3,7%, com destaque para produtos alimentícios e automotivos, principalmente nas vendas para a China e Estados Unidos.