O contrabando de canetas emagrecedoras tem crescido de forma alarmante em Minas Gerais, com a Polícia Federal (PF) registrando 3.524 apreensões de janeiro a maio deste ano, um aumento quase 300% em comparação ao total de 2025. Esse crescimento acende um alerta sobre os riscos à saúde associados ao uso de medicamentos sem controle sanitário.
Aumento nas apreensões
Nos primeiros cinco meses de 2026, as apreensões de canetas emagrecedoras já superam todo o ano passado, quando foram capturadas 886 unidades. O valor estimado das apreensões chega a R$ 2,8 milhões, refletindo a alta demanda por esses produtos no mercado paralelo. O Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte são as áreas mais afetadas, com Uberaba liderando as apreensões.
Riscos à saúde
Especialistas, como a endocrinologista Christianne Leal, alertam para os riscos do uso de medicamentos como a tirzepatida, um dos principais emagrecedores contrabandeados. A falta de controle de qualidade e a manipulação clandestina podem resultar em substâncias perigosas, que não garantem a segurança dos usuários. A médica ressalta que a administração inadequada pode causar efeitos colaterais e complicações de saúde.
Operações policiais em ação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem intensificado suas operações para combater o contrabando. Recentemente, foram realizadas apreensões significativas de medicamentos emagrecedores durante fiscalizações em estradas. Em apenas 24 horas, mais de 200 ampolas foram confiscadas, demonstrando a urgência do problema.
Legislação e penalizações
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a importação e venda de medicamentos sem registro na Anvisa configura crimes graves, como contrabando e infrações sanitárias. As penalizações podem incluir prisão e sanções administrativas, além de apreensões de produtos e interdições de estabelecimentos.
Monitoramento contínuo
As autoridades mantêm vigilância constante nas rodovias e também monitoram a venda de substâncias pela internet. O objetivo é coibir a comercialização ilícita e proteger a saúde pública, uma vez que a circulação de medicamentos não regulamentados representa um risco significativo para a população.
