No Brasil, a infraestrutura de recarga para veículos elétricos viu um crescimento impressionante de 170% nos últimos 12 meses, com o número de pontos de recarga pública rápida aumentando de 2,5 mil para 6,5 mil. O mercado de carros elétricos já representa 16% das vendas totais e projeta atingir 50% em um período de cinco anos, segundo Ayrton Barros, diretor-geral da NeoCharge.
Expansão da Infraestrutura
Esse aumento na infraestrutura acompanha um crescimento de aproximadamente 30% a cada trimestre. Barros destacou que a transformação na lógica de abastecimento está sendo impulsionada pelo conceito de recarga de destino, que permite a utilização de estacionamentos comuns como locais de abastecimento para veículos elétricos.
Recarga de Destino
O modelo de recarga de destino aproveita a rede elétrica de estabelecimentos como shoppings, academias e supermercados, permitindo que os carros sejam carregados enquanto os usuários permanecem nesses locais. "A mudança de paradigma é que, em vez de levar o carro até um posto de combustível, levamos o posto até o carro", explicou Barros.
Tipos de Carregadores
Os tipos de equipamentos de recarga variam conforme o tempo que o cliente permanece em um local. Os carregadores rápidos de 30 kW são ideais para shoppings, enquanto modelos mais lentos são adequados para turnos de trabalho em empresas.
Mudanças Regulatórias e Estruturais
O setor predial também está passando por mudanças significativas. A aprovação de uma nova lei estadual em São Paulo garantiu o direito de recarga para condôminos, e a Instrução Técnica 41 do Corpo de Bombeiros trouxe diretrizes para a segurança nas instalações elétricas em garagens coletivas.
Rotina de Uso
A necessidade de ter um equipamento de recarga privado em casa depende da rotina do motorista. Dados indicam que, em média, os motoristas brasileiros percorrem entre 100 e 150 quilômetros por semana. Como a autonomia dos carros elétricos atuais varia de 300 a 400 quilômetros, a necessidade de recarga se reduz a uma vez a cada duas semanas, permitindo o uso de redes públicas ou corporativas para abastecimento.
