A Coreia do Sul está se mobilizando para assegurar que os ganhos gerados pela inteligência artificial (IA) sejam compartilhados com toda a população. A afirmação foi feita pelo vice-primeiro-ministro Bae Kyung-hoon, em um cenário de crescentes tensões laborais, especialmente na gigante Samsung, e um notável crescimento no mercado de ações impulsionado pelo setor de semicondutores.
Em entrevista à CNBC, Bae destacou que a ascensão da IA traz à tona questões essenciais sobre a distribuição dos lucros gerados por essa tecnologia. Ele alertou sobre o risco de que a inovação acentue a desigualdade social e leve a demissões em massa, defendendo que Seul tem como meta a construção de uma "sociedade inclusiva para a IA", onde ninguém fique para trás.
O vice-primeiro-ministro também comentou sobre a greve de 18 dias que foi suspensa na Samsung, onde os trabalhadores reivindicavam o reconhecimento de bônus em seus contratos. Após a intervenção do governo, um acordo preliminar foi alcançado, que agora será submetido à votação do sindicato.
Além disso, Bae enfatizou que os conflitos trabalhistas na era da IA não são casos isolados, já que as grandes empresas tendem a concentrar ainda mais o mercado. No âmbito financeiro, o índice Kospi, da bolsa de valores de Seul, teve um crescimento notável de 86% em 2026, impulsionado principalmente por duas grandes empresas de chips: Samsung e SK Hynix.