O Congresso Internacional de Samba está em andamento em Guadalajara, no México, trazendo a essência do carnaval carioca para o público local. O evento, que ocorre entre os dias 29 e 31 de maio, reúne renomados mestres do samba, que compartilharão suas habilidades e conhecimentos com cerca de 200 alunos de diferentes partes do mundo.

Participação de Mestres Cariocas

Ao todo, 23 profissionais do samba estão envolvidos na programação, dos quais 14 são do Rio de Janeiro. Dentre os destaques do evento estão Guilherme e Gustavo Oliveira, mestres de bateria do Salgueiro, Sidclei Santos, mestre-sala do mesmo samba, e o casal Matheus Olivério e Cinthia Santos, da Mangueira. Eles oferecerão oficinas de samba no pé, ritmos afro-brasileiros e outras manifestações culturais que ilustram a rica história do Brasil.

Impacto Cultural e Social

A iniciativa foi criada em 2017 pela psicóloga Ana Carla Laidley, conhecida como Aninha Malandro, filha do famoso ritmista Carlinhos Pandeiro de Ouro. Desde então, o congresso se tornou uma plataforma importante para a disseminação da cultura do samba fora do Brasil. Aninha enfatiza que o projeto não é apenas sobre dança, mas também sobre transformação social e reconhecimento cultural.

Testemunhos e Experiências Transformadoras

A organizadora acredita que o samba possui um potencial terapêutico significativo. Em suas pesquisas, ela encontrou relatos de pessoas que superaram dificuldades pessoais através do samba, sentindo-se acolhidas e parte de uma comunidade. "O samba é muito mais do que uma dança; é uma forma de educação e tecnologia social", afirma Aninha.

Retribuição e Valorização Cultural

Matheus Olivério, um dos mestres-sala do evento, considera que ensinar no exterior é uma maneira de retribuir à cultura que o formou. Ele destaca a importância de compartilhar seu conhecimento adquirido em projetos sociais, refletindo sobre suas origens humildes. Para ele, mostrar a cultura brasileira é uma experiência gratificante.

Representação do Patrimônio Brasileiro

Cinthia Santos, porta-bandeira da Mangueira, vê o congresso como uma oportunidade de exaltar o patrimônio cultural brasileiro. Ela destaca que a presença no evento é uma forma de mostrar a riqueza das danças e músicas brasileiras, promovendo o carnaval como um símbolo da cultura nacional. "Levamos nosso patrimônio cultural e mostramos ao mundo a riqueza do Brasil através do samba", conclui.