A Anvisa lançou alertas sobre a presença de Ozempic falsificado no mercado brasileiro, especialmente entre 2023 e 2024. O medicamento, que contém semaglutida como princípio ativo, é amplamente procurado para o tratamento de diabetes tipo 2 e, de forma não oficial, para emagrecimento. Essa alta demanda, combinada com a escassez do produto, facilitou a atuação de golpistas.
Riscos dos medicamentos falsificados
Os Ozempics falsificados não garantem eficácia e podem ser extremamente prejudiciais à saúde, pois suas composições são desconhecidas. O uso desses produtos pode resultar desde a falta de efeito terapêutico até reações adversas graves, como infecções e alergias severas.
Para garantir sua segurança, a Anvisa recomenda que o medicamento seja adquirido somente em farmácias e drogarias devidamente licenciadas. É crucial apresentar receita médica e exigir nota fiscal na compra, evitando assim riscos desnecessários.
Características do Ozempic original
A Anvisa e a fabricante Novo Nordisk forneceram características que ajudam a diferenciar o Ozempic verdadeiro de suas falsificações. Um dos principais aspectos a serem observados é a embalagem, que pode apresentar falhas de impressão, cores diferentes e selos de segurança de baixa qualidade.
A caneta aplicadora do Ozempic original é de cor azul clara com um botão cinza. Falsificações podem ter tonalidades variadas, e é importante ficar atento a possíveis golpes que envolvem a reutilização de canetas de insulina com rótulos falsos.
Verificação de lote e validade
É essencial conferir se o número do lote e a validade na embalagem correspondem aos que estão na caneta. A Anvisa já identificou lotes falsificados, como LP6F832 (validade 11/2025), MP5C960 e MP5A064 (validade 10/2025), e publicou alertas sobre eles.
Se você suspeitar de um produto falsificado, não o utilize e entre em contato com a vigilância sanitária local ou com a Anvisa para reportar o caso. Sua saúde deve sempre vir em primeiro lugar.
