O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) está convocando a população a pressionar seus representantes no Senado para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala 6x1, seja aprovada. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele enfatizou a importância de mobilizações para que o tema não seja adiado para depois das eleições de outubro.
Mobilização e apoio à PEC
A PEC, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados com 461 votos a favor e apenas 19 contra, precisa agora de 49 votos no Senado, o que representa dois terços dos senadores. Cleitinho destaca que a proposta é uma “pauta do povo” e pede que trabalhadores de todas as esferas, independentemente de suas ideologias políticas, se unam em defesa da mudança.
Pressão sobre senadores
O senador fez um apelo direto para que a população cobre não apenas os outros senadores, mas também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que a votação da PEC aconteça o quanto antes. Durante o vídeo, ele afirmou: “Agora depende do Senado” e pediu que a mensagem fosse compartilhada amplamente.
Temor de adiamento
Cleitinho expressou preocupação com a possibilidade de que alguns senadores queiram adiar a votação da proposta até depois das eleições, o que poderia enfraquecer a discussão e evitar que parlamentares que não concordam com a proposta se exponham. Ele mencionou que já existem movimentos nos bastidores para postergar a matéria.
Críticas e defesa
O senador também comentou sobre as críticas que tem recebido por sua posição a favor do fim da escala 6x1, sendo rotulado por alguns como esquerdista. Ele se defendeu, afirmando que é um “humanista” e que seu compromisso é com o povo brasileiro, acima de questões partidárias. “Meu partido é o povo brasileiro”, enfatizou Cleitinho.
Disparidade nas pautas
Cleitinho Azevedo criticou a falta de apoio a pautas que beneficiam a população, apontando que geralmente há mais consenso entre os parlamentares quando se trata de aumentar impostos ou benefícios para a classe política. Segundo ele, “não há briga” quando o assunto são privilégios para os políticos, enquanto propostas que beneficiam o povo enfrentam resistência.
