A votação do Projeto de Lei (PL) que autoriza o Banco de Brasília (BRB) a captar um empréstimo de R$ 6,5 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) foi suspensa na Câmara Legislativa do DF (CLDF). A decisão ocorreu após uma reunião entre deputados e o secretário de Economia, onde a falta de informações sobre a proposta foi amplamente criticada.

Reunião e Insatisfação dos Parlamentares

O encontro entre os distritais, um diretor do BRB e o secretário Valdivino José de Oliveira aconteceu na tarde de terça-feira (2/6), logo antes da votação agendada. Mesmo com a intenção de esclarecer a proposta, os deputados expressaram descontentamento com a transparência do projeto, que foi encaminhado em caráter de urgência pela governadora Celina Leão (PP).

Reações dos Deputados

Os parlamentares, tanto da oposição quanto da base governista, classificaram o projeto como incompleto e insuficiente para uma votação imediata. O temor é que a proposta traga novos impactos negativos, especialmente após a recente repercussão desfavorável relacionada à compra de parte do Banco Master pelo BRB.

Promessas e Garantias

Durante a reunião, Valdivino fez promessas de que a classificação do DF no sistema de capacidade de pagamento (Capag) do Tesouro Nacional melhoraria para A+ até agosto. Contudo, deputados como Fábio Felix (PSol) mostraram ceticismo, afirmando que tal classificação não foi alcançada durante o governo anterior e que mudanças em tão pouco tempo parecem inviáveis.

Questões Financeiras Não Respondidas

Os parlamentares questionaram o secretário sobre os juros que incidirão sobre o empréstimo, mas não obtiveram respostas satisfatórias. Gabriel Magno (PT) expressou preocupação com os altos custos que o DF poderia enfrentar, caso os juros superem 15%, resultando em um pagamento total muito maior do que o valor emprestado.

Próximos Passos e Expectativas

Após mais de duas horas de discussão, apenas sete deputados compareceram à sessão do Plenário, que acabou sem quórum para a votação. A governadora Celina Leão manifestou otimismo quanto à aprovação do PL, ressaltando que a proposta visa evitar questionamentos jurídicos sobre o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre a União, o DF e o BRB.