A morte da renomada médica Angelita Gama, em maio de 2026, destacou o legado de mulheres brasileiras que impactaram a medicina de forma significativa. Reconhecida mundialmente por suas contribuições à coloproctologia, Gama foi uma referência em inovações que mudaram o tratamento do câncer de reto, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Mulheres que marcaram a saúde

Além de Gama, outras cientistas brasileiras também desempenharam papéis cruciais na transformação da medicina. Nise da Silveira, psiquiatra, desafiou as práticas agressivas de sua época, como eletrochoques e lobotomia. Ela introduziu a terapia ocupacional e o tratamento humanizado, utilizando a arte e animais para ajudar pacientes com transtornos mentais, influenciando profundamente a psiquiatria moderna.

A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns é lembrada por fundar a Pastoral da Criança, uma iniciativa que, por meio de ações simples e a mobilização de voluntários, ensinou mães sobre nutrição e higiene. Seu trabalho resultou em uma drástica redução da mortalidade infantil no Brasil, tornando-se um modelo de saúde pública replicado em vários países.

Jaqueline Goes de Jesus, biomédica, fez história ao liderar a equipe que sequenciou o genoma do coronavírus em apenas 48 horas após o primeiro caso no Brasil, em 2020. Esse feito foi crucial para entender a disseminação do vírus e desenvolver testes de diagnóstico, impactando toda a América Latina.

Outra importante figura é Ester Sabino, imunologista que coordenou o sequenciamento do genoma da Covid-19 no Brasil. Seu trabalho anterior na segurança das transfusões de sangue, ao criar testes para a detecção da doença de Chagas, também salvou inúmeras vidas.

Essas cientistas não apenas contribuíram para a medicina, mas também mostraram a força e a inteligência das mulheres brasileiras em prol da saúde global. Celebrar suas histórias é reconhecer o impacto positivo que tiveram na vida de milhões ao redor do mundo.