O pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a ausência deste na Marcha para Jesus, que ocorreu em São Paulo durante o feriado de Corpus Christi. Caiado afirmou que Lula evitou o evento por receio de ser vaiado, evidenciando uma suposta desconexão entre o presidente e os participantes da manifestação religiosa.
Reação à justificativa de Lula
Durante uma coletiva com jornalistas, Caiado contestou a explicação dada por Lula, que alegou não ter comparecido ao evento para evitar interpretações políticas. O pré-candidato sustentou que a verdadeira razão para a ausência do presidente seria o temor de uma recepção negativa. “Se viesse aqui hoje, seria duramente vaiado”, afirmou Caiado.
Marcha para Jesus
A Marcha para Jesus é um dos principais eventos do segmento evangélico no Brasil e contou com a presença de diversas lideranças políticas, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O evento atrai representantes dos Poderes Executivo e Legislativo e é caracterizado por sua expressiva mobilização popular.
Críticas ao governo federal
Além de criticar a ausência de Lula, Caiado também direcionou suas críticas ao governo federal, acusando o presidente de utilizar a estrutura do governo para fortalecer sua posição política de olho nas eleições de 2026. O ex-governador de Goiás argumentou que as ações do governo possuem caráter eleitoral e que isso estaria prejudicando a economia do país.
Construção de uma frente unificada
O pré-candidato abordou ainda as articulações entre líderes da centro-direita, mencionando diálogos com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Ele defendeu a necessidade de formar uma coalizão unificada que possa se apresentar forte no segundo turno das eleições presidenciais, ressaltando a importância de unir forças contra o atual presidente.
Definição de pré-candidatos
Por fim, Caiado enfatizou que quaisquer dúvidas sobre os pré-candidatos da oposição devem ser esclarecidas antes do início formal da campanha, pois conflitos internos podem comprometer a unidade necessária para uma coalizão robusta. Ele destacou que a falta de consenso pode dificultar a formação de uma frente forte para a disputa presidencial em 2026.
