O Brasil e o Suriname anunciaram que iniciarão negociações a partir do segundo semestre de 2023 para ampliar o acordo comercial entre os dois países. O objetivo é estimular novas oportunidades de negócios e aumentar o fluxo comercial, que atualmente é considerado baixo.
Encontro Bilateral
A aproximação entre os países foi discutida durante um encontro entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, realizado em Brasília. Simons, que é a primeira mulher a liderar o Suriname e foi eleita no ano passado, destacou a importância dessa colaboração.
Comércio Atual
O comércio entre Brasil e Suriname totalizou apenas 55 milhões de dólares em 2025, com a maior parte das exportações partindo do Brasil. Lula expressou a intenção de diversificar os produtos negociados e facilitar as trocas comerciais, que atualmente são limitadas a maquinários, produtos químicos e commodities.
Setores Estratégicos
Durante a visita, foi organizada uma reunião empresarial que reunirá representantes do setor produtivo de ambos os países, focando em áreas como energia, logística, transporte e agropecuária. Essa abordagem visa promover um intercâmbio mais robusto e diversificado entre as economias.
Potencial Energético e Mineral
Recentemente, o Suriname descobriu significativas reservas de petróleo na Bacia da Guiana, o que promete impulsionar sua economia. A Petrobras e a Staatsolie, empresa estatal surinamesa, já firmaram acordos para intercâmbios na área de petróleo e energias renováveis, além de segurança na exploração de hidrocarbonetos.
Segurança Alimentar e Cooperação Técnica
A segurança alimentar é outra prioridade nas negociações. Lula enfatizou que o Brasil pode ajudar o Suriname a melhorar sua segurança nutricional por meio do fornecimento de carnes e outros produtos alimentícios. A cooperação técnica também foi discutida, com acordos que visam fortalecer as capacidades agrícolas dos dois países.
Acordos de Cooperação
No total, 13 acordos foram assinados, cobrindo áreas como segurança cibernética, combate ao tráfico de pessoas e saúde pública. Os líderes também discutiram a ampliação das conexões marítimas e aéreas, além do projeto de integração conhecido como "Anel das Guianas", que visa facilitar o acesso ao mercado caribenho e fortalecer a infraestrutura regional.
