A Prefeitura de Belo Horizonte deu início ao programa BH Cidade Viva, uma estratégia para enfrentar os desafios climáticos que a cidade vem enfrentando, como chuvas intensas e ondas de calor. O projeto foi apresentado em um evento com a assinatura de um decreto municipal e um Memorando de Entendimento com a iniciativa Cities Finance Facility (CFF), que apoia cidades em desenvolvimento.
Cooperação Internacional
A parceria com o governo do Reino Unido e a agência alemã GIZ garantiu cerca de R$ 15 milhões para a realização de estudos e projetos que orientarão as ações de adaptação climática. O prefeito Álvaro Damião ressaltou a importância de desconcretar a cidade, substituindo áreas pavimentadas por espaços verdes.
Ações Previstas
O programa inclui a criação de corredores ecológicos, parques ciliares, jardins de chuva e sistemas de captação de água da chuva em diversas instituições. As intervenções têm como objetivo aumentar a infiltração da água no solo, amenizar ilhas de calor e recuperar espaços verdes na capital.
Foco em Venda Nova
As primeiras ações do projeto serão realizadas na região de Venda Nova, especialmente nas áreas dos córregos Capão e Piratininga. O projeto-piloto deverá beneficiar aproximadamente 60 mil pessoas, focando na melhoria dos trajetos entre residências e escolas, além de equipamentos públicos.
Jardins de Chuva
Durante o lançamento do programa, foi inaugurado o primeiro jardim de chuva na Escola Municipal Professor Moacyr Andrade. Essa estrutura, desenvolvida com a participação da comunidade escolar, ajudará a monitorar a qualidade da água e a biodiversidade local, promovendo a infiltração da água da chuva e reduzindo o escoamento para o sistema de drenagem.
Participação da Comunidade
O programa BH Cidade Viva também prevê a participação ativa das comunidades locais na implementação e manutenção das ações. A expectativa é que essas medidas contribuam para a redução de alagamentos, minimização das ilhas de calor e aumento da capacidade de adaptação da cidade às mudanças climáticas.




