A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu, nesta sexta-feira (29), que os planos de saúde individuais e familiares terão um reajuste máximo de 5,11% para o ano de 2026. Este índice é o menor autorizado pela ANS desde o ano 2000, com exceção do ano de 2021, quando ocorreu uma redução nos valores devido à pandemia de covid-19.
Contexto dos planos de saúde
Os planos individuais são aqueles contratados diretamente por pessoas físicas e seus dependentes, ao contrário dos planos empresariais ou coletivos, que são gerenciados por pessoas jurídicas. Atualmente, aproximadamente 7,7 milhões de brasileiros possuem planos de saúde individuais, o que corresponde a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de saúde no país.
Histórico de reajustes
Nos últimos anos, os reajustes dos planos de saúde individuais foram os seguintes:
- 2022: 15,5%
- 2023: 9,63%
- 2024: 6,91%
- 2025: 6,06%
- 2026: 5,11%
O novo reajuste poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato, sendo que para contratos com aniversários em maio e junho, a cobrança poderá iniciar em julho ou agosto, retroagindo à data de aniversário.
Cálculo do reajuste
A ANS realiza os cálculos para o reajuste considerando a variação dos custos assistenciais e a frequência de utilização dos serviços de saúde. O índice máximo de 5,11% está acima da inflação acumulada de 4,64% dos últimos 12 meses, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Metodologia da ANS
A metodologia utilizada pela ANS para calcular o reajuste envolve dois índices principais: o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que representa 80% na composição, e o IPCA, que tem peso de 20%. O IVDA considera também os aumentos de custos associados à mudança de faixa etária dos beneficiários.
Planos empresariais e coletivos
A ANS destaca que os planos empresariais e coletivos têm seus reajustes anuais definidos por livre negociação entre a operadora e a empresa contratante. Um levantamento recente indicou que esses planos apresentaram uma variação média de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, a menor alta registrada nos últimos cinco anos.
