A gestão do Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, que foi transferida para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em junho de 2025, está passando por uma reconfiguração focada em conservação, segurança e monitoramento. Desde a municipalização, a PBH tem promovido uma série de intervenções que visam modernizar a via e melhorar a segurança no trânsito.

Estratégias de intervenção

Com a transferência, a PBH assumiu a responsabilidade por 22,4 quilômetros do Anel, enquanto 4,1 quilômetros permanecem sob a gestão do Dnit. O investimento em melhorias inclui a realização de mais de 700 operações de tapa-buracos e o recapeamento de trechos estratégicos, totalizando um investimento estimado de R$ 137,1 milhões.

Fiscalização e monitoramento

A fiscalização da via foi ampliada com a instalação de 22 novos radares, que monitoram 62 faixas de circulação. A velocidade máxima permitida varia entre 60 km/h e 70 km/h, dependendo do tipo de veículo e do trecho. Além disso, novas sinalizações foram implementadas para organizar melhor o trânsito.

Segurança para veículos pesados

A PBH anunciou a construção de áreas de escape e a restrição da circulação de caminhões em determinadas faixas, com o intuito de aumentar a segurança. As áreas de escape serão especialmente projetadas para atender veículos pesados que apresentem falhas mecânicas.

Ampliação do monitoramento

O projeto Muralha BH visa incrementar o sistema de monitoramento com a instalação de câmeras ao longo do Anel. A primeira fase prevê nove pontos de vigilância, com a capacidade de identificar irregularidades. Atualmente, já são 50 câmeras em funcionamento, que auxiliam na fluidez do trânsito e na identificação de problemas em tempo real.

Ações de limpeza e manutenção

A PBH também intensificou as ações de limpeza na via, recolhendo mais de 1,6 mil toneladas de lixo e substituindo defensas metálicas danificadas. A manutenção é essencial para garantir a segurança e a boa condição do Anel Rodoviário.